Mardi 25 octobre 2011 2 25 /10 /Oct /2011 06:22

Medicina Popular

(Segundo a tradição de Guimarães)

Adagiário Médico

 

 

 

VII ALIMENTAÇÃO

 

1. A barriga manda a perna

2. Quem quiser o homem morto dê-lhe couves em Agôsto

3. Se te vires em perdição, apega-te à « criação »

4. Se te vires perdido, apega-te ao trigo

5. Favas me fartam, favas me matam

6. Fruta de caroço tem ôsso

7. O vinho doce bebe-se como se nada fôsse

8. Carne de ontem, pão de hoje, vinho do outro verão fazem o homem são

9. A laranja, de manhã é oiro, ao meio-dia prata, e à noite mata

10. Com peras, vinho bebas ; com melão vinho de tostão ; com melancia, água fria

11. Por cima de peras, vinho bebas, e tanto bebas que nadem as peras

12. Por cima de melão, de vinho um tostão e o litro a 5 reis

13. Comer sem beber, é cegar e não ver

14. Uvas, figo e melão é sustento de nutrição

15. Nabiça quer unto, grêlo azeite e nabo presunto

16. Quem quiser comer arroz sem sal, vá para o hospital

17. O bom passadio faz o homem sadio

18. Uma sardinha derreia um um burro

19. Comida fina em corpos grossos, faz mal aos ossos

20. Come-se a perdiz com o dedo do nariz

21. Ossos de suão, barba untada, barriga vã

22. Vós que arrotais é porque fartinho estais

23. Da garganta para baixo, tanto sabe a sardinha como a galinha

24. Quem deita vinho no caldo, de velho se faz menino

25. Á mesa não se envelhece

26. O que não mata, engorda

27. Azeite, vinho e amigo o mais antigo

28. Os meus mais fléis parentes são os meis dentes, e os mais leais são os queixas

29. Pão com olhos, queijo sem olhos, e vinho que salte aos olhos

30. Presta mais uma sardinha com gôsto, que uma galinha com desgôsto

31. Salada bem salgada, pouco vinagre e bem azeitada

32. Se queres passar a noite leve, seja e ceia parca e breve

33. O comer e o coçar, vai do principiar

34. O pato pela mão do escasso

35. Perdôo-te o mal que me fazes, pelo bem que me sabes

36. Pão quente, muito na mão e pouco no ventre

37. Pão, que sobre ; carne, que baste ; e vinho, que falte

38. A pimenta aquenta

39. De caldo requentado e de vento de buraco, guardado como o Diabo

40. Mais matou ceia que sarou Avincena

41. Pão e vinho andam caminho

42. Môrra Marta, môrra farta

43. Pouco fartura não mata

44. Quem furta a ceia ao velho, quer-lhe bem

45. Carne, carne cria ; peixe água fria

46. Pazpas até à porta, couves até à horta, feijões para todo o dia

47. Quem é amigo de vinho, inimigo é de si mesmo

 

 

Meus Artigos :

Adagiário Médico 1 : Anatomia 

Adagiário Médico 2 : Terapêutica

Adagiário Médico 3 : Mães e filhos

Adagiário Médico 4 : Patologia

Adagiário Médico 5 : Dermatologia  

Adagiário Médico 6 : Higiene   

 

 

Fonte :

 

Revista Lusitana 26, pp147-164

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Lundi 10 octobre 2011 1 10 /10 /Oct /2011 06:22

Medicina Popular

(Segundo a tradição de Guimarães)

Adagiário Médico

 

 

 

VI HIGIENE

 

1. Guimarães é feia, fria e fedorenta

2. A água fervida tem mão na vida

3. Quem come cedo, cria carne e cebo

4. Quem come tarde, nem cria carne cebo nem carna

5. Pouco comer, pouco rezar e não pecar, levam a gente a bom lugar

6. Livra-te, dos ares, que eu te livrarei dos males

7 As romaria e as bôdas vão as loucas tôdas

8. A vida mal passada, faz a velhice pesada

9. Cautela com as indigestões, « nervoses » e constipações

10. Come para viver e vive para comer

11. Das grandes ceias estão as sepulturas cheias

12. Emquanto zoa a carvalheira, não saias da tua fogueira

13. Lenha no ar e o pichel a andar

14. O ar que para uns é saudável, a outros constipa

15. Trabalho com gôsto, trabalho menor

16. Em Janeiro sete capelos e um sombreiro

17. Em Janeiro, um pouco ao sol, outro ao fumeiro

18. Se queres engordar, come com fome e bebe devagar

19. Se queres que teu filho cresça, lava-lhes os pés e rapa-lhe a cabeça

20. Fevereiro engana ao soalheiro

21. Sol de Março, pega como pegamaço e fere como maço

22. Se queres teu corpo são, não trames contra a razão

23. De Braga, nem bom vento, nem bom casamento

24. Onde entra beber, sai saber

25. Ande eu quente, ria-se a gente

26. Sôbre comer, dormir ; sôbre cear, passos dar

27. Quem é amigo de vinho, inimigo é de si mesmo

28. Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer

29. Pés quentes, cabeça fresca

 

 

Meus Artigos :

Adagiário Médico 1 : Anatomia 

Adagiário Médico 2 : Terapêutica

Adagiário Médico 3 : Mães e filhos

Adagiário Médico 4 : Patologia

Adagiário Médico 5 : Dermatologia  

Adagiário Médico 7 : Alimentação  <  

 

 

Fonte :

 

Revista Lusitana 26, pp147-164

 

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Vendredi 30 septembre 2011 5 30 /09 /Sep /2011 06:22

Medicina Popular

(Segundo a tradição de Guimarães)

Adagiário Médico

 

 

V DERMATOLOGIA

 

1. Mulher de sarda é p... ou ladra

2. Sinal na cara, mulher descarada

3. Sinal no peito, mulher de respeito

4. Sinal no pescoço, mulher de desgôsto

5. Sinal na perna, mulher de taberna

6.Sinal no braço, mulher de desembaraço

7. Sinal no c.., mulher de « ternu »

8. Cara espinhosa, cara formosa

9. Da pele a moléstia impertinente agrava-se com o tempo quente

10. O mal e o bem, à face vem

11. Não vai mal à face, onde a espinha carnal nasce

12. Pela linha vem a tinha

13. Mulher sardenta, mulher rabugenta

 

 

 

 

Meus Artigos :

Adagiário Médico 1 : Anatomia 

Adagiário Médico 2 : Terapêutica

Adagiário Médico 3 : Mães e filhos

Adagiário Médico 4 : Patologia

Adagiário Médico 6 : Higiene  <  

Adagiário Médico 7 : Alimentação  <  

 

 

Fonte :

 

Revista Lusitana 26, pp147-164

 

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Mardi 20 septembre 2011 2 20 /09 /Sep /2011 03:47

 

Regresso dos operários de Michelin 1985 (em francês)

 

 

 

Regresso ao pais 2002   (em francês)

 

 

 

Meimoa : aldeia "franco-portugaise" 1998 (em francês)

 

 


Meus artigos :

- Imigração para França 02 : chegada 

- Imigração para França 03 : os Bidonvilles 

- Imigração para França 04 : a vida diária 

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Jeudi 15 septembre 2011 4 15 /09 /Sep /2011 06:50

 

Alexandre-de-Magalhaes-Coutinho-sep-01.jpg

Cemitério de Cantanhede

 

 

Alexandre de Magalhães Coutinho (1792-1820)

 

 

Pai : José Miguel de Magalhães Coutinho (03.11.1772)

Mãe : Maria do Ó Ribeiro Cabral de Bulhões

 

casou em 12.02.1822 com :

Maria Carlota Infante de La Cerda de Sousa Tavares (04.11.1791-1882)

 

     
Alexandre-de-Magalhaes-Coutinho-sep-02.jpg    

N’este jazigo

Repousam os restos mortaes / do modelo dos espozos e dos pais / Alexandre de Magalhaes Coutinho / nasceu em 11 de Janeiro de 179(4?) / e falleceu em 23 de Agosto / de 1920

 

Mandado e[?] por seus / inconsolaveis e sudadosos filhos / João Nuno e Carlos

  Alexandre-de-Magalhaes-Coutinho-esposa-sep-01.jpg    Maria Carlota

 

 

 

Filhos :

 

- Carlos Augusto de Magalhães Coutinho Infante de La Cerda de Sousa Tavares (Lisboa 02.12.1833-1896) casou com Maria Lúcia Pessoa Alves da Fonseca

- João Maria de Magalhães Coutinho, casou com Maria da Conceição Serrão Diniz Coelho de Sampaio

- Nuno Leopoldo de Magalhães Coutinho , Coronel de Infantaria

 

 

Sepultura de Carlos Augusto de Magalhães Coutinho Infante de La Cerda de Sousa Tavares :

 

     
Carlos-Augusto-de-Magalhaes-Coutinho-Infante-de-La-Cerda-d.JPG

Carlos Augusto /

Magalhães Infante / 1832-1896

Carlos-Augusto-de-Magalhaes-Coutinho-Infante-de-L-copie-1.JPG

 

 

Neto paterno de : Jerónimo António de Magalhães Coutinho (19.05.1735) e Mãe: Rosa Teresa Angélica de Sá

(ver sua ascendência)

 

 

 

Fonte :

- http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=132163

- Fotos pessoais

 

Ver também :

Joaquim da Silveira de Magalhães Coutinho (1845-1925) 


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Mercredi 7 septembre 2011 3 07 /09 /Sep /2011 03:47

Os portugueses em França 1979 (em francês)

 

 

 

extraits "Portugais de France : Histoires de générations" (em francês)

 

 

 

Uma comunidade bem integrada nas Alpes Maritimes 1989 (em francês)

 

 

 

Portugueses sem papeis 1989 (em francês)

 

 

 

Transmição da cultura 1981 (em português)

 

 

 

Aprender a lingua portuguesa 1982 (em português)

 

 

 

Meus artigos :

- Imigração para França 02 : chegada 

- Imigração para França 03 : os Bidonvilles 

- Imigração para França 05 : o regresso <

 

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Vendredi 26 août 2011 5 26 /08 /Août /2011 03:47

 

Bidonville de Nanterre 1969 (em francês) 

 

 

 

Bidonville du Franc Moisin à Saint-Denis 1973   (em francês) 

 

 

 

 

Bidonville Saint Denis 1970 (video 1970 de Robert  Bozzi) (em francês)

 

 

 

Meus artigos :

- Imigração para França 02 : chegada 

- Imigração para França 04 : a vida diária

- Imigração para França 05 : o regresso <

 

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Vendredi 12 août 2011 5 12 /08 /Août /2011 06:22

Medicina Popular

(Segundo a tradição de Guimarães)

Adagiário Médico

 

 

IV PATOLOGIA (Prognósticos.- A Morte.- A Vida)

 

 

1. Quando o mal é de morte o remedio é morrer

2. Couves em Agôsto, tomba à porta

3. Agôsto nos farta, Agôsto nos mata

4. Quem em Maio não merenda, aos mortos se encomenda

5. O sangue morre, a alma não

6. Quando o mal é de nação, nem a sabão

7. Bexigas e sarampelo, três vezes vem ao pelo

8. Pés quentes, cabeça fresca e ventre desimpedido, c… para a medecina

9. Incha o menino para nascer, e o velho para morrer

10. Não há males onde Deus não acuda

11. Ferradela de liscranço, não tem cura nem descanso

12. Dia a dia, morreu minha tia

13. Até aos quarenta bem eu passo ; depois dos quarenta, ai minha perna ! ai meu braço

14. As ferbres outonais ou são longas ou mortais

15. Não há moço doente nem velho são

16. Não há morte sem achaque

17. O mal entra às braçadas e sai às polegadas

18. Os reumatismos vão desaparecendo, que o tempo vai aquecendo

19. Quem quer ôlho são, ate-se as mãos

20. Livra-te da frutal mal sazonada, que é a peste disfarçada

21. Livra-te do sereno, como do veneno

22. Cura do mal em jejun, o catarro será pouco ou nenhum

23. Levar as mãos às fogueiras, é a mães das frieiras

24. Quem usa de loucuras, cai cedo nas sepulturas

25. Câmaras de Mãio, saúde de todo o ano

26. Outubro quente traz o demo no ventre

27. Os catarros e as dores dos artelhos, mortificam os velhos

28. A quem em Maio come sardinha, em Agôsto lhe pica a espinha

29. Mal prolongado, morte no cabo

30. Andar, andar, corpo a enterrar

31. Um ar, purgado, morto no cabo

32. A « tris » matou quem quis

33. Sangue pela bôca, nem das gengivas

34. Quando mal, nunca maleitas

35. Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a doentes

36. Quem bem se cura, bem dura

37. Não é de agora, o mal que não melhora

38. Por cima de comer, neù un sôbrecrito ler

 

 

Meus Artigos :

Adagiário Médico 1 : Anatomia 

Adagiário Médico 2 : Terapêutica

Adagiário Médico 3 : Mães e filhos

Adagiário Médico 5 : Dermatologia  <  

Adagiário Médico 6 : Higiene  <  

Adagiário Médico 7 : Alimentação  <  

 

 

Fonte :

 

Revista Lusitana 26, pp147-164

 

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Vendredi 5 août 2011 5 05 /08 /Août /2011 03:47

imigração para França depois da 2a Guerra Mundial (em francês) 

(portugueses : 2min00)

 

 

 

imigração para França depois de 1975 (em francês)

(portugueses : 1min45)

 

 

 

Chegada de um comboio em França. 1973

 

 

 

 

Meus artigos :

- Imigração para França 03 : os Bidonvilles 

- Imigração para França 04 : a vida diária 

- Imigração para França 05 : o regresso <

 

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Dimanche 31 juillet 2011 7 31 /07 /Juil /2011 06:22

Medicina Popular

(Segundo a tradição de Guimarães)

Adagiário Médico

 

 

III MÃES E FILHOS (A Mulher.- Hereditariedade.- O Parto)

 

1. A mulher e a pescada, quer-se da mais alentada

2. A mulher e a sardinha, quer-se da mais « pequeninha »

3. Filho meu, mais vale doente que são

4. A mulher grávida aos 3 mêses encobre, aos 4 quer e não pode

5. Quinze dias na cama, quinze no lar, depois mulher vai trabalhar (respeitante à mulher parturiente)

6. A galinhas põem pelo bico, e as mulheres (que amamentam) o leite vai-lhes pela bôca

7. Mulher parida, nem porca, nem limpa

8. A mulher casada, deita-se singela e acorda dobrada

9. O parir é dor e o criar é amor

10. A dor ensina a parir

11. Cada parto, cada ventura

12. Qual é Maria, tal filho cria

13. Quem cedo adenta, cedo aparenta

14. Se teu filho adentar, todos os santos tens que adorar

15. Quem tem filhos, tem cadilhos, quem os não tem, cadilhos tem

16. Dos quinze para os dezasseis, raparigas, vós bem sabeis

17. Homem velho, mulher nova, filhos até à cova

18. Parto inchado, parto abençoado

19. Os pecados de nossos avós, fazem-se eles, pagámo-los nós

20. Mãe aguçosa, filha preguiçosa

21. O berço o dá, a tumba o leva

22. Deus não quis tornar a ser menino, pela sede que passou

23. Filho és, pai serás, assim como fizeres, assim o acharás

24. Filha crescida, dá-lhe marido – aos vinte criada, logo casada

25. Tais fomos como vós, tais sereis como nós

26. Tal árvore, tal fruto

27. Mulher doente, mulher para sempre

28. Quem sai oas seus não degenera

29. Mulher panosa, criança formosa

30. Parto molhado, parto adiantado

31. Á teia urdida e à mulher parida sempre se lhe dá uma saida

34. Aos seis assenta, aos sete adenta, ao ano andante, aos dois falante (a criança)

 

 

Meus Artigos :

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Adagiário Médico 2 : Terapêutica

Adagiário Médico 4 : Patologia

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Adagiário Médico 7 : Alimentação  <  

 

 

Fonte :

 

Revista Lusitana 26, pp147-164

 

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