Para procurar informações sobre pessoas originárias do distrito de Coimbra, Aveiro,
Leiria, que imigraram para o estado de São Paulo (Brasil) existem sites muitos interessantes :
Passaportes
O arquivo da Universida de Coimbra pôs em linha os registros de passaportes (1835-1938) :
Registro de passaportes de Aveiro (1882-1965)
Registro de passaportes de Leiria (1861-1901)
Brasil
São Paulo
O projeto Memória da Imigração integra, por meio de um banco de dados online, o acervo digital do Museu da Imigração e documentos pertencentes ao Arquivo Público do Estado de São Paulo. No total são mais de 87 mil imagens disponíveis para consulta e download gratuito.
Pode-se pesquisar por :
Requerimentos da Secretária da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (SACOP)
O Registro de matrículas sendo informatizado, é mais fácil começar nesse site. Com um pouco de sorte encontrará indicações para depois procurar nos registros de passaportes (os passaportes são pedidos alguns meses antes da partida). A pesquisa nos registros é um pouco fastidiosa, pois deve-se procurar página por página.
Mas pode valer a pena ! Por vezes encontram-se indicações físicas (cicatrizes, côr dos olhos, cabelho,…) ou intelectuais (sabe escrever…).
Medicina Popular
(Segundo a tradição de Guimarães)
Adagiário Médico
VII ALIMENTAÇÃO
1. A barriga manda a perna
2. Quem quiser o homem morto dê-lhe couves em Agôsto
3. Se te vires em perdição, apega-te à « criação »
4. Se te vires perdido, apega-te ao trigo
5. Favas me fartam, favas me matam
6. Fruta de caroço tem ôsso
7. O vinho doce bebe-se como se nada fôsse
8. Carne de ontem, pão de hoje, vinho do outro verão fazem o homem são
9. A laranja, de manhã é oiro, ao meio-dia prata, e à noite mata
10. Com peras, vinho bebas ; com melão vinho de tostão ; com melancia, água fria
11. Por cima de peras, vinho bebas, e tanto bebas que nadem as peras
12. Por cima de melão, de vinho um tostão e o litro a 5 reis
13. Comer sem beber, é cegar e não ver
14. Uvas, figo e melão é sustento de nutrição
15. Nabiça quer unto, grêlo azeite e nabo presunto
16. Quem quiser comer arroz sem sal, vá para o hospital
17. O bom passadio faz o homem sadio
18. Uma sardinha derreia um um burro
19. Comida fina em corpos grossos, faz mal aos ossos
20. Come-se a perdiz com o dedo do nariz
21. Ossos de suão, barba untada, barriga vã
22. Vós que arrotais é porque fartinho estais
23. Da garganta para baixo, tanto sabe a sardinha como a galinha
24. Quem deita vinho no caldo, de velho se faz menino
25. Á mesa não se envelhece
26. O que não mata, engorda
27. Azeite, vinho e amigo o mais antigo
28. Os meus mais fléis parentes são os meis dentes, e os mais leais são os queixas
29. Pão com olhos, queijo sem olhos, e vinho que salte aos olhos
30. Presta mais uma sardinha com gôsto, que uma galinha com desgôsto
31. Salada bem salgada, pouco vinagre e bem azeitada
32. Se queres passar a noite leve, seja e ceia parca e breve
33. O comer e o coçar, vai do principiar
34. O pato pela mão do escasso
35. Perdôo-te o mal que me fazes, pelo bem que me sabes
36. Pão quente, muito na mão e pouco no ventre
37. Pão, que sobre ; carne, que baste ; e vinho, que falte
38. A pimenta aquenta
39. De caldo requentado e de vento de buraco, guardado como o Diabo
40. Mais matou ceia que sarou Avincena
41. Pão e vinho andam caminho
42. Môrra Marta, môrra farta
43. Pouco fartura não mata
44. Quem furta a ceia ao velho, quer-lhe bem
45. Carne, carne cria ; peixe água fria
46. Pazpas até à porta, couves até à horta, feijões para todo o dia
47. Quem é amigo de vinho, inimigo é de si mesmo
Meus Artigos :
Adagiário Médico 2 : Terapêutica
Adagiário Médico 3 : Mães e filhos
Adagiário Médico 4 : Patologia
Adagiário Médico 5 : Dermatologia
Fonte :
Revista Lusitana 26, pp147-164
Medicina Popular
(Segundo a tradição de Guimarães)
Adagiário Médico
VI HIGIENE
1. Guimarães é feia, fria e fedorenta
2. A água fervida tem mão na vida
3. Quem come cedo, cria carne e cebo
4. Quem come tarde, nem cria carne cebo nem carna
5. Pouco comer, pouco rezar e não pecar, levam a gente a bom lugar
6. Livra-te, dos ares, que eu te livrarei dos males
7 As romaria e as bôdas vão as loucas tôdas
8. A vida mal passada, faz a velhice pesada
9. Cautela com as indigestões, « nervoses » e constipações
10. Come para viver e vive para comer
11. Das grandes ceias estão as sepulturas cheias
12. Emquanto zoa a carvalheira, não saias da tua fogueira
13. Lenha no ar e o pichel a andar
14. O ar que para uns é saudável, a outros constipa
15. Trabalho com gôsto, trabalho menor
16. Em Janeiro sete capelos e um sombreiro
17. Em Janeiro, um pouco ao sol, outro ao fumeiro
18. Se queres engordar, come com fome e bebe devagar
19. Se queres que teu filho cresça, lava-lhes os pés e rapa-lhe a cabeça
20. Fevereiro engana ao soalheiro
21. Sol de Março, pega como pegamaço e fere como maço
22. Se queres teu corpo são, não trames contra a razão
23. De Braga, nem bom vento, nem bom casamento
24. Onde entra beber, sai saber
25. Ande eu quente, ria-se a gente
26. Sôbre comer, dormir ; sôbre cear, passos dar
27. Quem é amigo de vinho, inimigo é de si mesmo
28. Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer
29. Pés quentes, cabeça fresca
Meus Artigos :
Adagiário Médico 2 : Terapêutica
Adagiário Médico 3 : Mães e filhos
Adagiário Médico 4 : Patologia
Adagiário Médico 5 : Dermatologia
Adagiário Médico 7 : Alimentação <
Fonte :
Revista Lusitana 26, pp147-164
< artigos por publicar
Medicina Popular
(Segundo a tradição de Guimarães)
Adagiário Médico
V DERMATOLOGIA
1. Mulher de sarda é p... ou ladra
2. Sinal na cara, mulher descarada
3. Sinal no peito, mulher de respeito
4. Sinal no pescoço, mulher de desgôsto
5. Sinal na perna, mulher de taberna
6.Sinal no braço, mulher de desembaraço
7. Sinal no c.., mulher de « ternu »
8. Cara espinhosa, cara formosa
9. Da pele a moléstia impertinente agrava-se com o tempo quente
10. O mal e o bem, à face vem
11. Não vai mal à face, onde a espinha carnal nasce
12. Pela linha vem a tinha
13. Mulher sardenta, mulher rabugenta
Meus Artigos :
Adagiário Médico 2 : Terapêutica
Adagiário Médico 3 : Mães e filhos
Adagiário Médico 4 : Patologia
Adagiário Médico 6 : Higiene <
Adagiário Médico 7 : Alimentação <
Fonte :
Revista Lusitana 26, pp147-164
< artigos por publicar
Regresso dos operários de Michelin 1985 (em francês)
Regresso ao pais 2002 (em francês)
Meimoa : aldeia "franco-portugaise" 1998 (em francês)
Meus artigos :
- Imigração para França 02 : chegada
Cemitério de Cantanhede
Alexandre de Magalhães Coutinho (1792-1820)
Pai : José Miguel de Magalhães Coutinho (03.11.1772)
Mãe : Maria do Ó Ribeiro Cabral de Bulhões
casou em 12.02.1822 com :
Maria Carlota Infante de La Cerda de Sousa Tavares (04.11.1791-1882)
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N’este jazigo Repousam os restos mortaes / do modelo dos espozos e dos pais / Alexandre de Magalhaes Coutinho / nasceu em 11 de Janeiro de 179(4?) / e falleceu em 23 de Agosto / de 1920
Mandado e[?] por seus / inconsolaveis e sudadosos filhos / João Nuno e Carlos |
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Maria Carlota |
Filhos :
- Carlos Augusto de Magalhães Coutinho Infante de La Cerda de Sousa Tavares (Lisboa 02.12.1833-1896) casou com Maria Lúcia Pessoa Alves da Fonseca
- João Maria de Magalhães Coutinho, casou com Maria da Conceição Serrão Diniz Coelho de Sampaio
- Nuno Leopoldo de Magalhães Coutinho , Coronel de Infantaria
Sepultura de Carlos Augusto de Magalhães Coutinho Infante de La Cerda de Sousa Tavares :
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Carlos Augusto / Magalhães Infante / 1832-1896 |
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Neto paterno de : Jerónimo António de Magalhães Coutinho (19.05.1735) e Mãe: Rosa Teresa Angélica de Sá
Fonte :
- http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=132163
- Fotos pessoais
Ver também :
Joaquim da Silveira de Magalhães Coutinho (1845-1925)
Os portugueses em França 1979 (em francês)
extraits "Portugais de France : Histoires de générations" (em francês)
Uma comunidade bem integrada nas Alpes Maritimes 1989 (em francês)
Portugueses sem papeis 1989 (em francês)
Transmição da cultura 1981 (em português)
Aprender a lingua portuguesa 1982 (em português)
Meus artigos :
- Imigração para França 02 : chegada
- Imigração para França 03 : os Bidonvilles
- Imigração para França 05 : o regresso <
< por publicar
Bidonville de Nanterre 1969 (em francês)
Bidonville du Franc Moisin à Saint-Denis 1973 (em francês)
Bidonville Saint Denis 1970 (video 1970 de Robert Bozzi) (em francês)
Meus artigos :
- Imigração para França 02 : chegada
- Imigração para França 04 : a vida diária
- Imigração para França 05 : o regresso <
< por publicar
Medicina Popular
(Segundo a tradição de Guimarães)
Adagiário Médico
IV PATOLOGIA (Prognósticos.- A Morte.- A Vida)
1. Quando o mal é de morte o remedio é morrer
2. Couves em Agôsto, tomba à porta
3. Agôsto nos farta, Agôsto nos mata
4. Quem em Maio não merenda, aos mortos se encomenda
5. O sangue morre, a alma não
6. Quando o mal é de nação, nem a sabão
7. Bexigas e sarampelo, três vezes vem ao pelo
8. Pés quentes, cabeça fresca e ventre desimpedido, c… para a medecina
9. Incha o menino para nascer, e o velho para morrer
10. Não há males onde Deus não acuda
11. Ferradela de liscranço, não tem cura nem descanso
12. Dia a dia, morreu minha tia
13. Até aos quarenta bem eu passo ; depois dos quarenta, ai minha perna ! ai meu braço
14. As ferbres outonais ou são longas ou mortais
15. Não há moço doente nem velho são
16. Não há morte sem achaque
17. O mal entra às braçadas e sai às polegadas
18. Os reumatismos vão desaparecendo, que o tempo vai aquecendo
19. Quem quer ôlho são, ate-se as mãos
20. Livra-te da frutal mal sazonada, que é a peste disfarçada
21. Livra-te do sereno, como do veneno
22. Cura do mal em jejun, o catarro será pouco ou nenhum
23. Levar as mãos às fogueiras, é a mães das frieiras
24. Quem usa de loucuras, cai cedo nas sepulturas
25. Câmaras de Mãio, saúde de todo o ano
26. Outubro quente traz o demo no ventre
27. Os catarros e as dores dos artelhos, mortificam os velhos
28. A quem em Maio come sardinha, em Agôsto lhe pica a espinha
29. Mal prolongado, morte no cabo
30. Andar, andar, corpo a enterrar
31. Um ar, purgado, morto no cabo
32. A « tris » matou quem quis
33. Sangue pela bôca, nem das gengivas
34. Quando mal, nunca maleitas
35. Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a doentes
36. Quem bem se cura, bem dura
37. Não é de agora, o mal que não melhora
38. Por cima de comer, neù un sôbrecrito ler
Meus Artigos :
Adagiário Médico 2 : Terapêutica
Adagiário Médico 3 : Mães e filhos
Adagiário Médico 5 : Dermatologia <
Adagiário Médico 6 : Higiene <
Adagiário Médico 7 : Alimentação <
Fonte :
Revista Lusitana 26, pp147-164
< artigos por publicar
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