Mardi 22 juin 2010 2 22 /06 /Juin /2010 07:47
O povo de Cantanhede tem uma grande devoção ao culto de N.S. de Vagos.
Um local perto da cidade é chamado Ponte de Vagos. Era o ponte de partida e de chegada dos peregrinos para o sanctuario de Vagos.




 
     anos 1930 ?
   
 Lavadeiras na vala da Ponte
   



Meu artigo :
Libertação de um preso na festa de NS de Vagos <

< por publicar

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Jeudi 17 juin 2010 4 17 /06 /Juin /2010 08:59

" No proximo dia 17, realisa-se aqui a festividade dos Antonios. E uma função feita a expensas de todos os Antonios, da freguesia, que, cotisando-se, promovem uma festa em honra do Santo Antonio, seguindo e respeitando, assim, uma tradição antiga.

A festa consta de missa cantada, sermão, procissão, abilhantada pela béla filarmonica da Ançã e afamadissima Zabumba de Vila Verde.

A função promete ser bôa a avaliar pelo entusiasmo dos Antoinos [sic]
C."

Gazeta de Cantanhede, n° 310, 03/05/1923
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Dimanche 13 juin 2010 7 13 /06 /Juin /2010 06:01


Biografia :

médico, político, escritor e historiador português.

jaime-cortesao-02.JPG
Estudou em Coimbra, Porto e Lisboa, formando-se em medicina em 1909, na Escola Médico-cirúrgica do Porto, tendo escrito para tese de licenciatura Arte e Medicina. Exerceu ensino no Porto entre 1911 e 1915, sendo eleito deputado do Porto entre 1915 e 1917.


Revistas :

Fundou, com Leonardo Coimbra e outros intelectuais, em 1907 a revista "Nova Silva". Em 1910, com Teixeira de Pascoaes, colaborou na fundação da revista "A Águia", e, em 1912 iniciou "Renascença Portuguesa", que publicava o boletim "A Vida Portuguesa". Em 1919 foi nomeado director da Biblioteca Nacional de Portugal. Em 1921, abandonando a "Renascença Portuguesa", foi um dos fundadores da revista "Seara Nova".


Participação na Guerra :


Como voluntário participou na campanha da Flandres, no posto de capitão-médico. Gravemente ferido em combate foi condecorado com a Cruz de Guerra. Teve intensa participação na propaganda intervencionista dirigindo o diário democrático O Norte (1914-15), redigindo A Cartilha do Povo (1916). Resultando desta participação na I Grande Guerra,  escreveu as Memórias da Grande Guerra (1919). jaime-cortesao-04.JPG


Política :

No final da guerra assume um posicionamento apartidário, embora sem deixar de assumir uma postura crítica face ao poder político. Participou numa tentativa de derrube da ditadura militar portuguesa, presidindo a Junta Revolucionária estabelecida no Porto. Por esse motivo foi demitido de seu cargo de director da Biblioteca Nacional (Fevereiro de 1927), que exercia desde 1919.

O seu pensamento político pautou-se pelas ideias anarquistas, libertárias e altruístas visíveis nas colaborações nas revistas Nova Silva (1907) e A Vida Portuguesa (1909); a dinamização dos grupos do Amigos do ABC e participação nos movimentos académicos de contestação de Coimbra.

Foi defensor incondicional do republicanismo democrático, do igualitarismo reformista e idealista, em que a missão das elites surge continuamente afirmada, Cortesão, que ingressou na Maçonaria em 1911, participou activamente na propaganda republicana e, uma vez consumada a mudança política, empenhou-se na efectiva democratização do regime e das consciências.


Exílio :

jaime-cortesao-01.JPG Depois da demissão de seu cargo na Biblioteca Nacional (1927), exilou-se em França, de onde saiu em 1940, quando da invasão daquele país pelo Exército Nazi no contexto da Segunda Guerra Mundial. Dirigiu-se para o Brasil através de Portugal, onde veio a estar detido por um curto espaço de tempo.

No Brasil, fixou-se no Rio de Janeiro, dedicando-se ao ensino universitário, especializando-se na História dos Descobrimentos Portugueses (de que resultou a publicação da obra homónima) e na Formação Territorial do Brasil.  Organizou um curso de história da cartografia do Brasil para diplomatas (1944). Em 1952, organizou a Exposição Histórica de São Paulo, para comemorar o 4.º centenário da fundação da cidade.

Regressou a Portugal em 1957. Envolvendo-se na campanha de Humberto Delgado, foi preso por 4 dias com António Sérgio, Vieira de Almeida e Azevedo Gomes em 1958, ano em que veio a ser eleito presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores. Foi o primeiro signatário do Programa para a redemocratização da república em Portugal (1960).


Obras :

- A Morte da Águia (Lisboa, 1910)
- A Arte e a Medicina : Antero de Quental e Sousa Martins (Coimbra, 1910)
- "O Poeta Teixeira de Pascoaes" in: A Águia, 1ª série, Porto, nº 8, 01/Abr/1911; nº 9, 1/Mai/1911.
- "A Renascença Portuguesa e o ensino da História Pátria" in: A Águia, 1ª série, nº 9, Porto, Set. 1912.
- "Da 'Renascença Portuguesa' e seus intuitos" in: A Águia, 2ª série, nº 10, Porto, Out. 1912.
- "As Universidades Populares", série de artigos in: A Vida Portuguesa, Porto, 1912-1914.
- …Daquém e Dalém Morte, contos, (Porto, 1913)
- Glória Humilde, poesia, (Porto, 1914)
- Cancioneiro Popular. Antologia (Porto, 1914)
- Cantigas do Povo para as Escolas (Porto, 1914)
- "O parasitismo e o anti-historismo. Carta a António Sérgio" in: A Vida Portuguesa, nº 18, Porto, 2/Out/1914.
- "Teatro de Guerra", série de artigos in: O Norte, Porto, 1914.
- O Infante de Sagres, drama, (Porto, 1916)
- "Cartilha do Povo. 1º Encontro" in: Portugal e a Guerra, Porto, 1916.
- "As afirmações da consciência nacional", série de artigos in: Atlântida, Lisboa, 1916.
- Egas Moniz, drama, (Porto, 1918)
- Memórias da Grande Guerra (1916-1919) (Porto, 1919)
- "A Crise Nacional" in: Seara Nova, nº 2, Lisboa, 5/Nov/1921.
- Adão e Eva, drama, (Lisboa, 1921)
- A Expedição de Pedro Álvares Cabral e o Descobrimento do Brasil (Lisboa, 1922)
- Itália Azul (Rio de Janeiro; Porto, 1922)
- O Teatro e a Educação Popular (Lisboa, 1922)
- Divina Voluptuosidade, poesia, (Lisboa, 1923)
- Intuitos da União Cívica, União Cívica. Conferências de Propaganda (Porto, 1923)
- "A Reforma da Educação" in: Seara Nova, nº 25, Lisboa, Jul. 1923.
- Do sigilo nacional sobre os Descobrimentos (Lisboa, 1924)
- A Tomada e Ocupação de Ceuta (Lisboa, 1925)
- Le Traité de Tordesillas et la Découverte de L'Amérique (Lisboa, 1926)
- A Expansão dos Portugueses na História da Civilização (Lisboa, 1983 (1ª ed., 1930))
- Os Factores Democráticos na Formação de Portugal (Lisboa, 1964 (1ª ed., 1930))
- História da expansão portuguesa (Lisboa, 1993), colaboração na História de Portugal dirigida por Damião Peres, 1931-1934.
- Influência dos Descobrimentos Portugueses na História da Civilização (Lisboa, 1993), colaboração no vol. IV da História de Portugal dirigida por Damião Peres, 1932.
- "Cartas à Mocidade" in: Seara Nova, Lisboa, 1940.
- Missa da Meia-noite e Outros Poemas, sob o pseudónimo de António Froes (Lisboa, 1940)
- 13 Cartas do cativeiro e do exílio (1940) (Lisboa, 1987)
- "Relações entre a Geografia e a História do Brasil" e "Expansão territorial e povoamento do Brasil" in: História da Expansão Portuguesa no Mundo, dirigida por António Baião, Hernâni Cidade e Manuel Múrias, vol. III, Lisboa, 1940.
- O carácter lusitano do descobrimento do Brasil (Lisboa, 1941)
- Teoria Geral dos Descobrimentos Portugueses – A Geografia e a Economia da Restauração (Lisboa, 1940)
- O que o povo canta em Portugal. Trovas, Romances, Orações e Selecção Musical (Rio de Janeiro, 1942)
- Cabral e as Origens do Brasil (Rio de Janeiro, 1944)
- Os Descobrimentos pré-colombinos dos Portugueses (Lisboa, 1997 (1ª ed., 1947))
- Eça de Queiroz e a Questão Social (Lisboa, 1949)
- Os Portugueses no Descobrimento dos Estados Unidos (Lisboa, 1949)
- Alexandre de Gusmão e o Tratado de Madrid (Lisboa, 1950)
- Parábola Franciscana, poesia, (Lisboa, 1953)
- O Sentido da Cultura em Portugal no século XIV (Lisboa, 1956)
- Raposo Tavares e a Formação Territorial do Brasil (Rio de Janeiro, 1958)
- A Política de Sigilo nos Descobrimentos nos Tempos do Infante D. Henrique e de D. João II (Lisboa, 1960)
- "Prefácio a modo de memórias" in: O Infante de Sagres, 4ª ed., (Porto, 1960)
- Os Descobrimentos Portugueses, 2 vols., (Lisboa, 1960-1962)
- Introdução à História das Bandeiras, 2 vols., (Lisboa, 1964)
- O Humanismo Universalista dos Portugueses (Lisboa, 1965)
- História do Brasil nos Velhos Mapas (Rio de Janeiro, 1965-1971)
- Portugal – A Terra e o Homem (Lisboa, 1966)


 
video de RedeUCoimbra  



Genealogia :

Portugal-mapa-Ourenta-01.jpg Nasceu em Ançã (Cantanhede) a 29 de Abril de 1884 e morreu em Lisboa a 14 de Agosto de 1960.

Filho de : António Augusto da Silva Cortesão (filólogo) e Norberta Cândida Zuzarte de Abreu


Neto Materno de José Joaquim Pires de Abreu e Maria Ermelinda da Cunha Zuzarte de Freitas (Porto)


Irmão do historiador Armando Cortesão (1891-1977)

Filha : a ecologista Maria Judith Zuzarte Cortesão (1914-2007)




Filha :
Maria-Judith-Zuzarte-Cortesao-01b.jpg Maria Judith Zuzarte Cortesão
 (Porto, 31/12/1914 - Genebra, 25/09/2007)

professora universitária, geneticista e ecologista luso-brasileira.


Casou com o literato português Agostinho da Silva (1906-1994). Teve oito filhos, dois deles adotivos, 21 netos e uma bisneta.

Aos 17 anos foi obrigada a deixar Portugal porque seu pai, Jaime Zuzarte Cortesão, estava sendo perseguido pelo governo ditatorial de António de Oliveira Salazar. Sua família passou pelo exílio na Espanha, na França, na Bélgica e na Inglaterra, e chegou ao Brasil em 1940, quando Jaime aqui se instalou para pesquisar a história da formação territorial do país.

Morou ainda no Peru, no Uruguai e novamente em Portugal. Estabeleceu-se em Brasília na década de 1980, e mudou-se em 1993 para a cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Na Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg), onde foi professora do único curso de pós-graduação em Educação Ambiental Marinha do Brasil, Judith dedicou-se a erudição em diversas áreas do conhecimento dentre as quais neuroendocrinologia e genética e reprodução humana.

Escreveu dezesseis livros, entre eles Pantanal, Pantanais e Juréia, Luta pela Vida. Participou da elaboração de seis filmes, como Taim, de Lyonel Lucini, sobre a reserva gaúcha. Foi uma das criadoras do programa Globo Ecologia e da ong ARCA, e consultora das ongs SOS Mata Atlântica e Instituto Acqua. Ela idealizou o Centro de Informação e Formação de Médicos e Cirurgiões de Doenças do Aparelho Locomotor de Brasília, no Hospital Sarah Kubitschek, e representou o Brasil em comissões internacionais, como a das Nações Unidas sobre Poluição Marinha de Origem Terrestre, no Quênia, e a do Patrimônio da Humanidade, no Canadá. Acompanhou missões da Unesco em Portugal e no Brasil, e representou o Peru, o Uruguai e a Inglaterra em congressos sobre assuntos tão diversos como medicina, literatura e educação. Participou ainda das duas primeiras expedições brasileiras à Antártida, em 1982 e 1983.

Em 2003, em Brasília, recebeu pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Ordem do Mérito Cultural.

Faleceu em 2007, na vila de Genebra  (Suiça) aos 92 anos.



Irmão :
Antonio-Cortesao-1912-jogos-olimpicos.jpg
Antonio de Feitas Zuzarte Cortesão
(São João do Campo, Coimbra, 1891 — Lisboa, 29/11/1977)

engenheiro agrónomo, administrador colonial e historiador português.

Antonio-Cortesao-02.jpg Representou Portugal nos Jogos Olímpicos de Estocolmo em 1912.

Licenciou-se em Agronomia na Universidade de Coimbra, em 1913. Viveu em seguida nos Estados Unidos, estudando as Antilhas, tendo publicado em 1915 um relatório do resultado da sua pesquisa. De 1916 a 1920 dirigiu o Departamento de Agricultura de São Tomé e Príncipe, tendo, parte do tempo, colaborado na missão geodísica levada a cabo em São Tomé pelo almirante Gago Coutinho. Foi depois chefe da repartição de Agricultura do Ministério das Colónias até 1925 e responsável pelas Colónias desde essa altura até 1932, tendo-se então incompatibilizado com o governo de Salazar. Passou os vinte anos seguintes no exílio, sobretudo em Inglaterra e na França. Antonio-Cortesao-01.jpg

O seu primeiro artigo de História foi publicado em 1926, mas só se empenhou na historiografia a partir de meados da década de 1930, já no exílio, tendo percorrido as biblioteca dos países onde então viveu à procura de mapas portugueses dos séculos XV e XVI. De 1941 a 1944 operou baterias anti-aérias em Londres. Depois da Segunda Guerra Mundial foi para Paris trabalhar na Unesco.

Regressou a Portugal em 1952
, tendo-se tornado professor de Estudos em Carografia Antiga, em Coimbra. Em 1960–1962 publicou, juntamente com o Comandante Teixeira da Mota, a Portugaliæ Monumenta Cartographica, em seis volumes. Faleceu quando estava a escrever o terceiro volume da História da Cartografia Portuguesa.

Obras publicadas :

- Cartografia e cartógrafos portugueses dos séculos XV e XVI, Seara Nova, 1935
- The Suma Oriental of Tomé Pires: an account of the east, from the Red Sea to Japan, written in Malacca and India in 1512–1515/The Book of Francisco Rodrigues rutter of a voyage in the Red Sea, nautical rules, almanack and maps, written and drawn in the east before 1515, The Hakluyt Society, 1944
- Portugaliæ Monumenta Cartographica (em co-autoria com o Comandante Teixeira da Mota), Comissão para as Comemorações do V Centenário da Morte do infante D. Henrique, 1960–1962
- O mistério de Vasco da Gama, Junta de Investigações do Ultramar, 1973.
- História da cartografia portuguesa (em co-autoria com Luís de Albuquerque), Junta de Investigações do Ultramar, 1969–1970
- Esparsos (3 vols.), Universidade de Coimbra, 1974–1975.

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Mardi 8 juin 2010 2 08 /06 /Juin /2010 06:37

cozinha lareira estremoz 01

 

A lareira ou borralho fica sempre num canto da cozinha e é de ladrilho ou tijolo. Ela eleva-se em geral 12 a 20 cm acima do pavimento. Fica quase sempre por baixo do forno.

forno 04


Perto dela fica o canto da lenha, onde se guardam pequenas quantidades de cavacas, pinhas e agulhas para o consumo diario.


Cozinha-se directamente por cima das brasas, com as grelhas (sardinhas, carne), ou pousam-se as panelas por cima de uma grade.

 

 

 

  cozinha-lareira-fatima-01.jpg

Aljustrel

 

 

Objetos :


apeirar o lume :

forno 03b forno 03b

 

forno 10  
 abanico de esparto ou palma
   abanico de penas



cozinhar :

  panela tres pes     barro chaleira banha porco 01
panela de ferro de três pés   chaleira onde se guardava a
banha de porco que se derretia
no lume
  barro cacoila 01    
caçoila de barro
   

 

- para o gado : grandes panelas de ferro de pé alto

 



 

Fontes :

- Idalécio CAÇÃO. Sobre a Gândara e a Casa Gandaresa.1999, pp16-17.

- João REGOTA. A Gândara antiga. Centro de Estudos do Mar : 2000, p279.

- Idalécio CAÇÃO. Glossario de Termos Gandareses. 2002. 

- José Leite de VASCONCELOS. Etnografia portuguesa vol. VI. Imprensa Nacional Casa da Moeda : 2007.

 

 

Meus artigos:

- a Cozinha

- o Forno

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Vendredi 4 juin 2010 5 04 /06 /Juin /2010 06:25

Crime de morte :

 

Em 6 de Janeiro 1811 foi assassinado o pároco de Ourentã, Padre Bernardo de Carvalho, no sítio de Poço do Lobo.

 

Deram-lhe primeiramente um tiro de espingarda e acabaram de o matar à facada.

 

Foi transportado para a Capela de S. Tomé nesse mesmo dia, e no imediato foi enterrado na Igreja Matriz da Pocariça. "


  Bernardo Carvalho e Castro 1811 obito

Assento de óbito

 


Bernardo de Carvalho e Castro foi pároco da freguesia de Ourentã de 1800 até 1811.

  Bernardo-Carvalho-e-Castro-assinatura.jpg

 

 

 

Poço de Lobo :

Lugar situado entre Ourentã (seguir a rua do Moinho do Dias) e Pocariça.

 

poco-lobo-2007-01.JPG

 


Fontes :

- SÁ FRAGOSO V. A Freguesia da Pocariça. (1939). p233

- Pe MARQUES M. Monografia da freguesia de Ourentã. pp 36-38.

- Assento de óbito da freguesia da Pocariça (Mistos 1779-1830)


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Mardi 1 juin 2010 2 01 /06 /Juin /2010 03:05

 

Em Junho

Foucinha em punho

 

 

Maio pardo,

Junho claro,

Faz o lavrador honrado

 

 

Feno alto ou baixo

Em Junho é segado

 

 

Junho calmoso

Anno formoso

 

 

Dia de S. Barnabé

Se sécca a palha pela pé.

 

 

Por S. Barnabé

Fouco no prado.

 

 

Agua pelo S. João

Tira azeite e vinho

E não dá pão.

 

 

Agua de S. Joã

Tolhe o vinho

E não dá pão.

 

 

A chuva de S. João

Bebe o vinho e come o pão.

 

 

A sardinha de S. João

Unta o pão.

 

 

Os ouriços no S. João

São do tamanho d’um botão.

 

 

Lavra pelo S. João

Se queres haver pão.

 



 

Ande onde andar o verão

Hade vir pelo S. João.

 

 

Verão fresco,

Inverno chuvoso.

Estio perigoso.

 

 

No verão taberneira,

No inverno padeira.

 

 

A vacca do villão

Se no inverno dá leite

Melhor o dará no verão.

 

 

Uma andorinha

Não faz verão

 

 

Em verão

Cada um lava seu panno.

 

 

Nem no inverno sem capa,

Nem no verão sem cabaça.

 

 

O menino e o bezerrinho

No verão hão frio.

 

 

S. Miguel e S. João passado,

Tanto manda o amo como o criado.

 

 

Em dia de S. Pedro

Vê teu olivêdo,

E se vires um grão

Espera por un cento.

 

 

Dia de S. Pedro

Tapa rego.

 

 

Até S. Pedro

Ha o vinho medo.

 

 

 

S. Barnabé

S. João

S. Pedro

 

11 de Junho

24 de Junho

29 de Junho

 

 

 

Fonte :

Revista Lusitana, vol II, Livraria Portuense, 1890-1892, pp133-134

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Samedi 29 mai 2010 6 29 /05 /Mai /2010 06:32

 

 " Roubos na Igreja Matriz

 

Pocarica-Igreja-matriz.jpg Na noite de 18 para 19 de Maio de 1780 foi a Igreja vítima de um grande roubo. Foram seus autores Pedro José da Cunha, oficial sapateiro, de Braga, e Manuel José Lopes, de Barcelos. Para o levarem a efeito, fizeram um buraco na porta do lado norte da Igreja e por ele conseguiram tirar a tranca da porta e desfechar ou soltar a aldrava de ferro que tinha por dentro.

 

Além de uma alva e duas sobrepelizes, foram roubados os seguintes objectos de prata : Três cálices e três patenas e duas lâmpadas que se achavam na Capela-mor.

 

Na devassa que se fez na Pocariça no próprio dia 19 de Maio, em que se deu pelo roubo, e a que presidiu o Dr. Germano José António de Castro e Silva, médico do partido e Juiz ordinário de Cantanhede, foi dado aos cálices e patenas o valor de cem mil réis e ás lâmpadas o de duzentos mil réis.

 

Estas últimas haviam sido adquiridas há menos de um ano.

 

Como algumas pessoas tinham visto, no dia 18, perto da Igreja, dois indivíduos desconhecidos e de má aparência, logo as suas suspeitas recaíram sobre eles, pelo que algumas pessoas resolveram ir imediatamente em sua persiguição, tendo encontrado, em Coimbra, o Cunha, a quem apreenderam três serafins que pertenciam às lâmpadas. Este foi preso e condenado. O outro nunca mais foi encontrado.

 

 

  pocarica-06.jpg

Novo roubo foi feito na noite de  29 para 30 de Março (Sábado de Aleluia) de 1902. Desta vez, a entrada da Igreja fez-se com o auxílio de uma escada, que foi encostada à janela do coro.

 

Foram arrombadas a caixa do dinheiro das bulas e todas as demais caixas de esmolas e roubados os copos de dois cálices, uma patena e uma colher, tudos de prata.

 

 

 

Ainda outro roubo foi cometido, na noite de 28 para 29 de Junho de 1915.

 

Além de outros objectos de menos valor, a Igreja viu-se despojada de uma riquíssima obra de arte : o vaso de prata do Sácrario, de grande antiguidade, com lindos desenhos em relevo e objecto de bastante valor, tendos os gatunos deixado as sagradas partículas sobre o altar.

 

Da forma por que se fez a entrada na Igreja, nenhum vestígios ficaram, o que leva a supor que se utilizou alguma chava falsa. Infelizmente, e não obstante os esforços empregados pelas autoridades, nunca foi possível descobrir os gatunos destes dois últimos roubos. "

 

 

Fonte :

SÁ FRAGOSO V. A Freguesia da Pocariça. (1939). pp230-232.

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Lundi 24 mai 2010 1 24 /05 /Mai /2010 06:00


Natural da vila de Mangualde, o Dr. Manuel Nunes de Abranches, recebeu as Ordens Menores na Capela do Paço Episcopal de Viseu em 7 de Setembro de 1724, foi formado na faculdade dos Sagrados Conones pela Universidade de Coimbra.

Casou por vol
Ourenta-rcima-06.jpg ta de 1720 com Maurícia Josefa de Melo, de Ourentã, e ficou a residir nesse lugar, na casa hoje chamada "casa do Prior de Lavos", onde viviam a lei de nobreza. Com cerca de 40 anos solicitou o cargo de familiar do Santo Oficio.

Não se sabe exactamente quais funções desempenhou no Tribunal da In
Ourenta-rcima-24.jpg quisição mas, pensa-se tratar de Juiz.


Genealogia :


Manuel Nunes de Abranches, baptisado em 9 de Junho de 1699, em Mangualde. Faleceu depois de 1749.

filho de : Manuel Nunes (mercador, Mangualde) e de Maria de Abrantes (Mangualde)

neto paterno de : Antonio Fernandes e Catarina Francisca Nunes

neto materno de :
Antonio de Abrantes e Maria Domingues


casou com :
Maurícia Josefa de Melo (Ourentã)

filha de :
Antonio Barreto da Costa (Povoa da Lomba) e Maria Pereira dos Santos (Ourentã)

neta paterna de : Antonio Rodrigues Barreto e Maria da Costa (Povoa da Lomba)

neta materna de : Sebastião Jorge Perna (curtidor, Pocariça) e Maria Pereira (Ourentã)
estes foram também os pais de
Frei Manuel dos Santos (1672-1760).


filhos :
teve pelo menos 8 filhos :

Maria (1730)
Violante Maria (1732)
Josefa (1733)
José (1736)
Duarte (1738)
João (1742)
Marianna (1746)
Anna (1749)


Fontes :

- MARQUES Pe Manuel Antonio. Monografia da freguesia de Ourentã. Coimbra : 1992. pp 40-41, 54.
- DINIS F. A freguesia de Ourentã. Coimbra : 1995. p 127
- Pesquisas pessoais
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Mercredi 19 mai 2010 3 19 /05 /Mai /2010 06:37

ROQUE-GAMEIRO-Raquel--1889-1970--Interior-de-cozinh.jpg

Antigamente, era frequente a existência de duas cozinhas. Um forno 04 a cozinha melhor, e uma cozinha mais tosca, chamada cozinha do forno.

 

 

Essa última era normalemente a cozinha de todos os dias. Quando vinha gente de fora passava-se sempre para a cozinha melhor, mais arrumada.

 

A cozinha do forno, como seu nome indica, possui um forno. É  lá que prepara e coze a broa uma vez por semana para o consumo doméstico. Ela serve para preparar as refeições habituais das pessoas da casa, mas também as refeições do gado, em grandes panelas de ferro de pé alto.

 

A lareira ou borralho fica sempre num canto da cozinha e é de ladrilho ou tijolo. Ela eleva-se em geral 12 a 20 cm acima do pavimento.

 

É nesta cozinha que geralmente se dependura o porco morto no Inverno até se despranchar no dia seguinte, e se instala na salgadeira. Em caso de necessidade, também se dormia na casa-do-forno, sobretudo no Verão.”

 

 

Forno :

 

forno 06

forno 09

 
Interior    

forno 07

forno 08

 
Porta do forno antiga, fechada pelo roleiro
 
     

 

forno 01

Definições :

 

Pá-de-ferro : pá concebida para mexer a broa no forno enquanto coze, ou para tirá-la quando já está cozida.

 

Pá-de-madeira : pá concebida para meter a broa no forno.


Perro : trave vertical de madeira que sustenta a base da chaminé, na confluência das duas estruturas que vêm das paredes, a que a mesma se encosta. Nalguns locais da Gândara também se chama pião. Nela por vezes se espetam pregos para neles se dependurarem pequenos ustensílios de cozinha.

 

forno 02

Reloeiro ou roleiro : é a vara que serve para avivar o lume do forno e para arredar para os lados o brasido, antes de se enfornar a broa. É uma vara comprida, dois metros, com dois a três centímetrosde diâmetro.

Traz-cá : instrumento que serve para puxar as batatas do forno quando  elas já estão assadas, se o calor for demasiado. Equivalente da pá.

 

 

 

 

forno-pa-01.jpg

  1. Rodo de puxar o borralho


2. Rodo de mexer o pão


3.


4.
Pá de ferro

 

 

Fontes :

- Fernando GALHANO. Desenho Etnográfico. 1985.

- Idalécio CAÇÃO. Sobre a Gândara e a Casa Gandaresa.1999, pp16-17.

- João REGOTA. A Gândara antiga. Centro de Estudos do Mar : 2000, p279.

- Idalécio CAÇÃO. Glossario de Termos Gandareses. 2002. 

- José Leite de VASCONCELOS. Etnografia portuguesa vol. VI. Imprensa Nacional Casa da Moeda : 2007.

 

 

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- a Cozinha

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Vendredi 14 mai 2010 5 14 /05 /Mai /2010 08:54

 

 
 Fonte do Parque transferida
para o Largo do Romal
   Largo do Romal - anos 1950
 
 Largo de S João e estrada para a
Pocariça (antigo pinhal de S João)
anos 1930
   Mercado Municipal (onde hoje existem
os Correios)
 
 Parque - antes de 1950
   Parque - anos 1960-70
 
 Largo dos Combatentes da Grande
Guerra - anos 1960
   Largo dos Combatentes da Grande
Guerra - anos 1960
     
     
     
     




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