Overblog Suivre ce blog
Editer l'article Administration Créer mon blog


Portugal na Primeira Guerra Mundial

Portugal entra em guerra a partir do dia 9 de Março de 1916. Desde o principio do conflito tinha ficado neutra. Em três meses é constituido um exército operacional. Por decreto do 22 de Janeiro de 1917 dois corpos são criados : o Corpo de Artilharia Pesada Independente (CAPI), que serve o exército francês, e o Corpo Expedicionario Portugês (CEP) que vai este servir o exército britânico.

As primeiras tropas portuguesas partem em Fevereiro de 1917. Desembarcam em segredo em Brest. As tropas chegam pouco a pouco até Novembro 1917. Militarmente, a infantaria portuguesa depende do exéricto britânico.
Eles encarregam-se de um pequeno segmento de uma dúzia de quilómetros do vale de la Lys no norte  até ao sul da cidade de Bassée, na Bélgica. Teatro do sangrento confronto de Auber e Fromelles em 1915 e 1916, este sector da frente da Flandres é tão fortificado em 1917 que já não é considerado "quente" pelo Estado-Maior Aliado. É principalmente por essa razão que as tropas portuguesas são lá colocadas, de preferência nas áreas simbólicas de Ypres ou da Somme.

Ainda mal habituada ao combate nas trincheiras, a infantaria portuguesa recebe em França  uma formação sobre novas técnicas decorrentes dos três primeiros anos de guerra  (assaltos a partir das trincheiras, captura de prisoneiros, artilharia de trincheiras, gazes de combate...).

A  partir de Novembro de 1917 a situação complica-se para os Portugueses. A entrada na guerra dos Estados Unidos reduz os meios logísticos disponíveis para receber as novas tropas portuguesas em França. A partir do inverno 1917, não desembarca mais nenhum navio português.

Em Dezembro de 1917, a situação das tropas portuguesas é ainda pior. No dia 5 de Dezembro de 1917, um movimento revolucionário liderado por Sidonio Pais tomou o poder em Lisboa. Abertamente hostil à guerra, o novo governo anuncia no entanto o seu suporte à Inglaterra. Os abastecimentos enviados às tropas são extremamente raros. Perante esta situação, o Estado-Maior aliado decide minimizar as permissões dos soldados portugueses, para evitar um retorno importante ao país. No final de Março de 1918, as tropas portuguesas estão oficialmente ligadas ao comando britânico nas Flandres. A substituição dessas tropas desmoralizadas, abandonadas pelo seu governo está prevista para o dia 9 de Abril de 1918, de manhã ...

 

 

A Batalha da Lys

 

A Batalha de la Lys, também conhecida como a Quarta Batalha de Ypres ou a Batalha de Estaires, faz parte das ofensivas alemãs na Flandres, a operação "Georgette" projetado pelo General Ludendorff para retomar Ypres, durante a Primeira Guerra Mundial. A Batalha do Lys durou do 9 de Abril de 1918 até ao 29 de Abril de 1918.

A segunda divisão portuguesa, comandada pelo General Gomes da Costa (futuro presidente de Portugal), com cerca de 20 000 homens, perdeu cerca de 300 oficiais e 7 000 homens, mortos, feridos ou presos, ao resistir ao ataque de quatro divisões alemãs, de 50 000 homens, do VI° exército alemão comandado pelo general von QUAST.

 




Videos :
 

Jogo do Pau (Portgueses na Guerra Mundial, imagens de arquivo)   Participação de Portugal na 1a Guerra Mundial (fotos)
 




 

Fontes :
- http://www.bataille-de-la-lys.com
Site oficial da batalha (Portugal na 1a Guerra Mundial, 1917 Golpe de Estado em Portugal,) em francês
- http://www.arqnet.pt/portal/portugal/grandeguerra/pgm1916.html
Cronologia dos Portugueses na Grande Guerra (1916-1919)
- http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=214234
Lista de 1643 portugueses mortos na grande guerra em França
- http://www.flickr.com/groups/cep/pool/
Corpo Expedicionario Português (fotos antigas)
- http://www.tc-alsace.info/sargentos-pra-as-cep-1918.html
Uniformes dos militares portugueses em França


Bibliografia :
- Patrick ROUVEIROL, La Lys, 9 avril 1918: la bataille perdue des soldats inconnus portugais, revue Champs de bataille, n° 19, décembre-janvier 2007.
- Manuel do NASCIMENTO, La Lys : Devoir de mémoire, édition bilingue français-portugais, L'Harmattan, 2008


 
Tag(s) : #Antigamente, #França

Partager cet article

Repost 0