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Nem é preciso dizer que os poços eram uma coisa absolutamente necessaria antigamente.
Mas, não eram sem risco como o revela alguns dos artigos seguintes :






Ourentã 1919

" No dia 5 estando a nossa vizinha Maria Jorge dos Santos, extremosa cunhada de nosso amigo Prudêncio da Silva Ribeiro, a tirar agua dum poço que tem perto de casa, quebrou a taboa aonde tinha os pés, o que ocasionou a queda do mesmo da infeliz Maria que fez num profundo golpe no pé, sendo grave o seu estado.

Estimamos deveras as suas melhoras. C.M."
 

Gazeta de Cantanhede n° 130, 27/12/1919, p3


Genealogia :

Maria Jorge dos Santos :
filha de Antonio Rodrigues da Cruz e Thereza Jorge dos Santos.
Casada com Joaquim Correia Martins

é irmã de Libânia Jorge dos Santos, casada com Prudêncio da Silva Ribeiro, citado no artigo. (meus bisavos)


Ourentã 1921

"Ourentã na Gazeta 18-VII-921

 

 

 

 

No sabado 16 do corrente, desabou-se uma barreira de um poço pertencente ao nosso amigo Manuel Marques Povoa na ocasião em que o nosso amigo Antonio Diniz Jacob andava trabalhando, que ficou soterrado, fraturando duas costelas. O seu estado é muito grave."

 

 

 

 

Gazeta de Cantanhede n° 212, 23/07/19219, p2


Ourentela 1924

 

 

 

 

 

"O logar de Ourentela, da freguezia de Cordinhã, foi sobresaltado e enlutado, no dia 23 do corrente, com um desastre que roubou inesperadamente a vida a um dos seus mais honrados e bondosos filhos.
Foi o caso que estando o nosso amigo Sr Antonio Pereira dos Santos, de 58 anos de edade, a tirar uns baldes de agua d'um pôço que  tem no seu quintal, para alimentar a pia do alambique, desequilibrou-se e mergulhou no pôço. Uma filha, notando a demora do pai, depois do irmão o ter prevenido de que ja não eram preciso mais agua, e tendo-o chamado sem obter resposta, aproximou-se do pôço e vendo, embora com dificumdade, devido ao adianto da hora, o chapeu do pai boiando à superficie, gritou aflitivamente por socôrro.
A mulher, os filhos, os visinhos, não se fizeram esperar mas infelizmente o desventurado Pereira, ja foi retirado sem vida.
O triste facto emocionou profundamente todoa a povoação, não so pelas circunstancias em que se deu, mas tambem pela simpatia de que o finado gosava, grangeada, justamente a custa dum labor honrado d'uma louvavel conducta moral que o impunha ao respeito, e à consideração dos seus conterraneos.
O seu enterro foi bastante concorrido, tendo assumida a dirrecção do mesmo o grande amigo do morto Sr. Prudencio Ribeiro.
Lamentamos, sinceramente, o infausto acontecimento e enviamos à familia os nossos pezames.

 

 

 

 

 

 

Gazeta de Cantanhede n° 377, 27/07/1924, p3

 

 

Tag(s) : #Antigamente, #Cantanhede : Eventos, #Cantanhede : Pessoas, #Ourentã, #Cantanhede

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