Medicina Popular
(Segundo a tradição de Guimarães)
Adagiário Médico
VII ALIMENTAÇÃO
1. A barriga manda a perna
2. Quem quiser o homem morto dê-lhe couves em Agôsto
3. Se te vires em perdição, apega-te à « criação »
4. Se te vires perdido, apega-te ao trigo
5. Favas me fartam, favas me matam
6. Fruta de caroço tem ôsso
7. O vinho doce bebe-se como se nada fôsse
8. Carne de ontem, pão de hoje, vinho do outro verão fazem o homem são
9. A laranja, de manhã é oiro, ao meio-dia prata, e à noite mata
10. Com peras, vinho bebas ; com melão vinho de tostão ; com melancia, água fria
11. Por cima de peras, vinho bebas, e tanto bebas que nadem as peras
12. Por cima de melão, de vinho um tostão e o litro a 5 reis
13. Comer sem beber, é cegar e não ver
14. Uvas, figo e melão é sustento de nutrição
15. Nabiça quer unto, grêlo azeite e nabo presunto
16. Quem quiser comer arroz sem sal, vá para o hospital
17. O bom passadio faz o homem sadio
18. Uma sardinha derreia um um burro
19. Comida fina em corpos grossos, faz mal aos ossos
20. Come-se a perdiz com o dedo do nariz
21. Ossos de suão, barba untada, barriga vã
22. Vós que arrotais é porque fartinho estais
23. Da garganta para baixo, tanto sabe a sardinha como a galinha
24. Quem deita vinho no caldo, de velho se faz menino
25. Á mesa não se envelhece
26. O que não mata, engorda
27. Azeite, vinho e amigo o mais antigo
28. Os meus mais fléis parentes são os meis dentes, e os mais leais são os queixas
29. Pão com olhos, queijo sem olhos, e vinho que salte aos olhos
30. Presta mais uma sardinha com gôsto, que uma galinha com desgôsto
31. Salada bem salgada, pouco vinagre e bem azeitada
32. Se queres passar a noite leve, seja e ceia parca e breve
33. O comer e o coçar, vai do principiar
34. O pato pela mão do escasso
35. Perdôo-te o mal que me fazes, pelo bem que me sabes
36. Pão quente, muito na mão e pouco no ventre
37. Pão, que sobre ; carne, que baste ; e vinho, que falte
38. A pimenta aquenta
39. De caldo requentado e de vento de buraco, guardado como o Diabo
40. Mais matou ceia que sarou Avincena
41. Pão e vinho andam caminho
42. Môrra Marta, môrra farta
43. Pouco fartura não mata
44. Quem furta a ceia ao velho, quer-lhe bem
45. Carne, carne cria ; peixe água fria
46. Pazpas até à porta, couves até à horta, feijões para todo o dia
47. Quem é amigo de vinho, inimigo é de si mesmo
Meus Artigos :
Adagiário Médico 2 : Terapêutica
Adagiário Médico 3 : Mães e filhos
Adagiário Médico 4 : Patologia
Adagiário Médico 5 : Dermatologia
Fonte :
Revista Lusitana 26, pp147-164