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 " Roubos na Igreja Matriz

 

Pocarica-Igreja-matriz.jpgNa noite de 18 para 19 de Maio de 1780 foi a Igreja vítima de um grande roubo. Foram seus autores Pedro José da Cunha, oficial sapateiro, de Braga, e Manuel José Lopes, de Barcelos. Para o levarem a efeito, fizeram um buraco na porta do lado norte da Igreja e por ele conseguiram tirar a tranca da porta e desfechar ou soltar a aldrava de ferro que tinha por dentro.

 

Além de uma alva e duas sobrepelizes, foram roubados os seguintes objectos de prata : Três cálices e três patenas e duas lâmpadas que se achavam na Capela-mor.

 

Na devassa que se fez na Pocariça no próprio dia 19 de Maio, em que se deu pelo roubo, e a que presidiu o Dr. Germano José António de Castro e Silva, médico do partido e Juiz ordinário de Cantanhede, foi dado aos cálices e patenas o valor de cem mil réis e ás lâmpadas o de duzentos mil réis.

 

Estas últimas haviam sido adquiridas há menos de um ano.

 

Como algumas pessoas tinham visto, no dia 18, perto da Igreja, dois indivíduos desconhecidos e de má aparência, logo as suas suspeitas recaíram sobre eles, pelo que algumas pessoas resolveram ir imediatamente em sua persiguição, tendo encontrado, em Coimbra, o Cunha, a quem apreenderam três serafins que pertenciam às lâmpadas. Este foi preso e condenado. O outro nunca mais foi encontrado.

 

 

 pocarica-06.jpg

Novo roubo foi feito na noite de  29 para 30 de Março (Sábado de Aleluia) de 1902. Desta vez, a entrada da Igreja fez-se com o auxílio de uma escada, que foi encostada à janela do coro.

 

Foram arrombadas a caixa do dinheiro das bulas e todas as demais caixas de esmolas e roubados os copos de dois cálices, uma patena e uma colher, tudos de prata.

 

 

 

Ainda outro roubo foi cometido, na noite de 28 para 29 de Junho de 1915.

 

Além de outros objectos de menos valor, a Igreja viu-se despojada de uma riquíssima obra de arte : o vaso de prata do Sácrario, de grande antiguidade, com lindos desenhos em relevo e objecto de bastante valor, tendos os gatunos deixado as sagradas partículas sobre o altar.

 

Da forma por que se fez a entrada na Igreja, nenhum vestígios ficaram, o que leva a supor que se utilizou alguma chava falsa. Infelizmente, e não obstante os esforços empregados pelas autoridades, nunca foi possível descobrir os gatunos destes dois últimos roubos. "

 

 

Fonte :

SÁ FRAGOSO V. A Freguesia da Pocariça. (1939). pp230-232.

Tag(s) : #Cantanhede, #Cantanhede : Eventos, #Pocariça

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